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3 startups imobiliárias presentes no Top Startups LinkedIn

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Todo ano, o LinkedIn produz um ranking de Top Startups. Neste ranking, são avaliadas novas empresas disruptivas nas suas áreas de atuação e suas relações com os colaboradores. Na edição de 2019, a fintech NuBank mantém o topo do pódio, e 3 startups imobiliárias integram a lista: a Loft, em terceiro lugar, QuintoAndar em quinto e a EmCasa, em oitavo.

O Top Startups LinkedIn se baseia em quatro critérios: crescimento no número de funcionários; interesse dos usuários por vagas; engajamento de usuários com a empresa e seus colaboradores e quantos talentos essas startups atraíram das empresas que fazem parte da lista de Top Companies da plataforma. 

Quando se compra um lote, pode ser difícil visualizar a casa no terreno. A InstaCasa usa realidade aumentada para atuar ao lado de loteadoras. Ao comprar seu lote com uma empresa parceira da startup, você pode acessar o site e ver opções de projetos arquitetônicos que vão de acordo com as legislações da sua cidade.

Enquanto isso, a startup americana Opendoor lança um programa de financiamento imobiliário. Pelo aplicativo, usuários podem avaliar sua aplicabilidade para o financiamento, que promete juros mais competitivos e isento de taxas.

O Banco Inter lançou, em parceria com a Brasil Brokers, o Imóvel Cash. No programa, 40% do valor do imóvel à venda é adiantado pelo banco digital. A condição é que o imóvel seja exclusivo da Brasil Brokers. Se o imóvel é vendido em até seis meses, o proprietário recebe os demais 60%. Caso contrário, no sétimo mês o usuário deverá pagar as parcelas do adiantamento.

A startup espanhola Housefy chegou em Portugal prometendo um tempo médio de venda de um imóvel de 60 dias e comissão fixa de 3.990 euros, cerca de R$18.000.

A Vista adquiriu o software imobiliário mineiro Fantástiko. Segundo Vilson Moesch, CEO da Vista, “essa aquisição irá potencializar o desenvolvimento das ferramentas, agregando ainda mais soluções inovadoras para o mercado imobiliário”.

Como o 5G pode afetar o mercado imobiliário? Esta reportagem traz a opinião de especialistas. Para eles, será de três maneiras: com a internet das coisas dentro dos imóveis; com a maior quantidade e maior acesso a dados; e, de forma generalista, aumentando as expectativas dos consumidores.

Fazer parte da vizinhança. Este foi o objetivo de cinco imobiliárias americanas, que se inseriram em suas regiões de maneira “hiperlocal”. Através de eventos em parceria com outros atores do bairro, promovendo espaços de convivência de uso gratuito ou transformando seu escritório em galeria, tornam-se parte importante de sua comunidade e geram relacionamento.

Uma longa reportagem do The Guardian, com o título “Onde estão os arquitetos que colocam o meio ambiente em primeiro lugar?”, traz um profundo debate sobre sustentabilidade. O texto afirma que sustentabilidade é bem mais do que reaproveitamento da água da chuva e painéis solares. Envolve design inteligente, escolha de materiais que não prejudiquem a natureza, fornecedores que também sejam sustentáveis e, principalmente, menos ego e mais motivação sustentável

Construtoras e incorporadoras seguem apostando na personalização dos imóveis. Para agilizar a entrega de um imóvel habitável, empresas desenvolvem programas no qual o imóvel é personalizado, semi ou totalmente decorado. Só em São Paulo, já é possível escolher entre o Housi Decor, da Vitacon; o MAC Decora, da MAC incorporadora; o Studio Excluseven, da Even; e N Opções, da Nortis.

Novos empreendimentos trazem coworking dentro dos condomínios. Com a ascensão do empreendedorismo e do home office, incorporadoras estão oferecendo o escritório gratuito em edifícios de diversos tipos – e não estão restritos ao alto padrão.

Falando em coworking, corretores de Goiânia já podem aproveitar o novo espaço para trabalhar, iniciativa da GPL Incorporadora. Basta ser credenciado ao CRECI local e o uso do coworking é gratuito. 

ALUGUEL

Em agosto, o Diário do Comércio publicou um artigo assinado por Kênio de Souza Pereira, presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-MG e diretor-adjunto em MG do Ibradim – Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário. Neste, Kênio afirma que a OAB-MG havia convidado o Quinto Andar, em 2018: “pedindo que explicasse como procede nos casos em que os inquilinos ficam muitos meses sem pagar as despesas, especialmente nos casos que o imóvel é desocupado com vários danos que impossibilitam a nova locação. Nenhuma resposta foi dada. Ninguém sabe como receber uma dívida da Quinto Andar”. Depois de opinar sobre problemas da digitalização dos serviços imobiliários, Kênio convida a startup para participar de um evento que será realizado na próxima semana (16/09), na OAB-MG, sobre imobiliárias virtuais.

Pois o Quinto Andar respondeu. Assinado por José Sergio Osse, head de comunicação da startup, afirma que o artigo acima é um “verdadeiro caso de fake news” e explica o funcionamento da empresa. Recusa o convite de maneira incisiva: “Não faz o mínimo sentido aceitar o ‘convite’ que nos foi feito, pois é evidente que o objetivo não é uma discussão construtiva – com proprietários e inquilinos no centro – mas um palco para beneficiar os interesses comerciais diretos e indiretos do autor. Não nos cabe debater o virtual. Somos uma empresa real, de tecnologia, que está revolucionando o mercado de forma honesta, eficiente e benéfica aos proprietários, inquilinos e corretores envolvidos. Ajudar um concorrente amedrontado a espalhar mentiras não nos interessa”. 

Em Porto Alegre, a quantidade de imóveis comerciais disponíveis para alugar quase duplicou em cinco anos. De 2014 a 2019, houve um aumento de 96% em espaços comerciais desocupados.

Em Curitiba, a Imobiliária Prates lançou uma calculadora online e gratuita que soma o valor que um imóvel rende ao proprietário quando alugado. A Calculadora de Rentabilidade também mostra quanto o proprietário gasta anualmente com um imóvel vazio. É uma forma de migrar imóveis dos estoques à venda, em alta, para a carteira de locação, que segue em baixa em Curitiba, como em várias outras cidades brasileiras.

VENDAS

E por falar em calculadora, o Imovelweb lançou uma calculadora de financiamento, que permite ao usuário simular o valor das parcelas de crédito imobiliário, pelo Sistema de Amortização Constante (SAC).

Segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), o crédito imobiliário cresceu 36% em julho, atingindo R$ 6,7 bilhões em financiamento para compra e construção de imóveis. 

Na hora de escolher um imóvel para comprar, as pessoas priorizam a localização, o número de suítes e até churrasqueira. Fica mais difícil para quem é dono de um imóvel projetado por arquitetos renomados. Um exemplo, segundo a Folha de S. Paulo, é uma casa que o arquiteto Oscar Niemeyer construiu na década de 1980 e que está à venda há cerca de um ano. 

AGENDA

Em São Paulo, cidade com o maior e mais lucrativo mercado de alto padrão do Brasil, o Missão Executiva Imóveis de Alto Padrão oferece experiências de imersão com visitas aos principais empreendimentos de luxo e workshops com executivos do mercado. Acontece nos dias 25 e 26 de setembro, inscrições neste link.

CONSTRUÇÃO CIVIL

O Minha Casa Minha Vida está passando por um dos maiores apertos financeiros desde a sua criação, em 2009. De acordo com o Estadão/Broadcast, até agosto deste ano, o programa recebeu R$ 2,7 bilhões, enquanto em 2017 e 2018, o MCMV recebeu R$ 3,8 bilhões e R$ 4,6 bilhões, respectivamente. 

Atualmente, segundo a Cbic, o atraso no pagamento de repasses ao programa já superou 60 dias, passando de R$ 500 milhões. Neste mês, o Ministério da Economia afirmou que vai liberar R$ 600 milhões para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que, desse valor, R$ 443 milhões serão destinados para o MCMV. 

O presidente da Cbic, José Carlos Martins, manifestou que o valor “não é o suficiente, não deve resolver 100% do atraso. Quando chegar em outubro e novembro, temos de ver novamente”. (GaúchaZH).

Em 2020, o MCMV corre o risco de parar por um período. O assunto foi discutido durante a reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO). A ideia é suspender as novas contratações, o que poderia gerar uma economia de aproximadamente R$ 2 bilhões.

No projeto de Orçamento para o ano que vem, o MCMV teve um dos maiores cortes no programa, com redução de R$ 4,6 bilhões em 2019, para R$ 2,7 bilhões em 2020. Se aprovado, este será o menor orçamento da história do MCMV. 

O setor da construção civil foi o que mais contratou em julho. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram 18.721 postos de trabalho abertos, sendo que a Região Sudeste liderou, com 9.957 vagas.

Após dois trimestres de queda, a construção teve alta de 1,9% no segundo trimestre de 2019. Confira detalhes na matéria do Jornal Nacional.

INVESTIMENTO

Até o final de agosto de 2019, a construção civil é destaque em ativos de investimento. MRV, Tenda e Cyrela cresceram cerca de 60% ao ano, enquanto Eztec, Helbor e Even demonstram uma alta de 90%.

A Cyrela, inclusive, teve oferta pública de ações aprovada por seu conselho. 75% dos recursos que serão levantados deverão ser usados para compra e construção de novos empreendimentos.

Quem investe em criptomoedas deve ficar atento: a partir deste mês, investidores em criptomoedas deverão declarar suas operações à Receita Federal. A prestação de contas deverá ser mensal, referente ao mês anterior, tanto pelas exchanges quanto pelos usuários.

MUNDO

Uma foto preto e branca, de trabalhadores descansando e fumando um cigarro, sentados em uma viga de aço pendurada em Nova York. Nós nem precisamos colocar a imagem aqui para que você identifique, certo? Tão icônica, a foto não foi um produto do fotojornalismo, mas sim da publicidade. Encenada para um anúncio do 30 Rockefeller Plaza, mostra como imagens de qualidade fazem toda a diferença na comunicação de empreendimentos – podendo perdurar na imaginação popular por mais de 80 anos.

Dubai e seus enormes edifícios estão passando por uma queda nos preços do setor imobiliário. Nos últimos cinco anos, já foi de 27%. Há um excesso de ofertas, ao passo em que o crescimento econômico é lento. O país deverá criar um comitê imobiliário para lidar com a situação.

Jacarta, capital da Indonésia, está afundando. Por conta do afundamento do solo e aumento do nível dos mares, boa parte da cidade pode ficar submersa até 2050. O presidente do país propôs uma mudança de capital para a ilha de Bornéu.

A guerra de tarifas entre os EUA e China pode afetar o mercado imobiliário mais do que o esperado – especialmente quando se leva em consideração fornecedores e materiais usados na construção civil. O professor de Economia Internacional da Southern Methodist University, Ravi Batra, acrescenta que o mercado imobiliário tem outros fatores mais preocupantes, como as dívidas da população com educação: “O mercado imobiliário pode estar em perigo por outras coisas, como a recessão. A guerra comercial em si não vai fazer isso”.

Errata: na última edição, compartilhamos um mapa com mais de 500 construtechs e proptechs, mas erramos o nome da Terracotta Ventures, autora do mapa. Fica o registro.

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