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Proposta de voucher para a habitação popular esvazia papel das construtoras

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Uma das novidades previstas no novo programa da habitação do Governo Federal é a liberação de um voucher no valor de R$ 70 mil para famílias com renda mensal de até R$ 1.200. O voucher poderia ser usado, segundo Gustavo Canuto, ministro do Desenvolvimento Regional, para a construção, compra ou reforma de um imóvel. 

Outra mudança, e que não agradou o setor da construção civil, é que o voucher deve ser aberto no nome do profissional responsável pela execução da obra, como engenheiros, arquitetos ou técnicos em edificações. A proposta é “diminuir a burocracia para famílias em vulnerabilidade social, além de dar a elas o direito de escolha sobre o local e tipo de moradia”.

“Como é que podemos construir numa área central com preço acessível?”, questiona o vice-presidente do Sinduscon-SP, Ronaldo Cury. “Só se a prefeitura declarar aquela área de interesse social”. Para ele, antes de tudo é preciso fazer um planejamento urbano, para que as famílias tenham boa infraestrutura nas regiões. O vice-presidente da CBIC, Carlos Henrique Passos, acredita que o voucher atenderá apenas uma pequena parcela da população. 

A proposta recebeu críticas até da União Nacional por Moradia Popular. Evaniza Rodrigues, que representa a UNMP, levantou dois pontos: oferecer crédito para as famílias de baixa renda não é vantajoso, pois não se sabe se o valor do voucher será o suficiente para custear as obras. Além disso, ela ressaltou que com o voucher indo diretamente para as famílias e no nome de profissionais, é possível que o preço dos materiais de construção inflacione. “Não sabemos se existe um estudo do mercado imobiliário para ver se o preço não vai disparar nessas cidades”, afirmou.

Técnicos do governo devem fazer a avaliação do mercado nos municípios que vão receber o voucher. Segundo reportagem do UOL, o ministro Canuto declarou que esse processo vai acontecer “na surdina”, para evitar especulação imobiliária.

Incorporadoras

Em time que está ganhando se mexe sim. Até junho de 2020, a CAIXA deve lançar uma modalidade de crédito imobiliário prefixado, com taxa de juros fixa ao longo do contrato, sem correções.

Após 3 anos de atraso na entrega de unidades do Minha Casa Minha Vida, famílias compradoras de São Joaquim da Barra, em SP, estão ocupando as unidades inacabadas. Faltam a infra elétrica, hidráulica e também de acabamento. Segundo os compradores, valores da entrada e documentação foram pagos, mas a construtora abandonou a obra. 

E a Prefeitura de São Paulo pretende lançar nas próximas semanas um programa de moradia voltado para quem não consegue financiar imóvel pelo MCMV. O secretário municipal da Habitação, João Farias, comentou para a Folha de S.Paulo que “ao deixar de aportar recursos, o Governo Federal coloca o município na responsabilidade de encontrar uma alternativa”. 

O programa deve receber cerca de R$ 396 milhões do Fundurb (Fundo de Desenvolvimento Urbano) e a intenção é destravar 77 empreendimentos do MCMV que estão parados. “Nenhum município se preparou para o encerramento de forma brusca do aporte do Governo Federal para atender essa demanda”, disse Farias. 

No Rio de Janeiro, beneficiários do Aluguel Social podem ter preferência na aquisição de imóveis e lotes populares do Governo do Estado. O Aluguel Social oferece auxílio por determinado tempo para famílias em situação de vulnerabilidade ou que perderam suas casas, em razão de estar em local de risco ou calamidade pública. O projeto de lei foi aprovado em segunda discussão pelos deputados do RJ e, para entrar em vigor, precisa de uma nova votação na Alerj e também da sanção do governador Wilson Witzel.

Resultados positivos para o mercado imobiliário no primeiro semestre. Segundo a CBIC, aumentou em 15,4% o número de lançamentos e em 12,1% a venda de imóveis, na comparação com o primeiro semestre de 2018. Os números mostram fortalecimento da construção civil e a retomada da economia, segundo análise feita pelo Jornal do Comércio.

Curitiba foi uma das cidades escolhidas para receber a Luggo, startup criada pela MRV para alugar apartamentos. Neste começo, são dois condomínios com 88 e 128 apartamentos disponíveis para locação pela plataforma. A Luggo também está em Belo Horizonte, em empreendimento com 116 unidades.

Imobiliárias

Condomínios pet friendly e com vaga de estacionamento. Quem busca um imóvel no Rio de Janeiro tem esses dois itens como prioridade, segundo levantamento feito pelo QuintoAndar. O estudo levou em consideração o percentual de visitas que a plataforma recebeu no último ano. 

O Imovelweb também revelou dados interessantes sobre os pets. Segundo pesquisa feita com usuários do portal, 35% dos donos de pets já tiveram dificuldades de alugar um imóvel que aceitasse os bichinhos. Embora os proprietários possam alegar razões particulares para restringir a entrada de inquilinos com pets, os condomínios não podem proibir seus moradores de tê-los.

Falando no que o pessoal gosta, tem proprietário investindo alto para deixar os imóveis mais atrativos para os inquilinos. No Airbnb, é possível encontrar apartamentos com decorações temáticas que vão de filme de heróis a séries. Em Florianópolis, um studio com porta lilás e moldura amarela chama a atenção de quem é fã da famosa série Friends. “O objetivo é oferecer algo a mais do que uma simples hospedagem. Uma experiência sensorial: o studio tem os boxes da série para fãs assistirem, jogos de tabuleiros que os personagens tinham, quadros originais que compramos nos Estados Unidos. Fazer só mais um apartamento cairia no lugar comum”, explicou Alejandro Mazza, proprietário do imóvel, para o Extra. 

E quem também está investindo mais no aluguel por temporada são as próprias plataformas. Pesquisa da Booking.com mostrou que 40% dos brasileiros pretendem fazer uma reserva de locação curta. Há quatro anos a empresa começou a investir mais nessa modalidade. Em entrevista para a Época Negócios, o vice-presidente de segmentos globais da Booking.com, Olivier Grémillon, comentou a estratégia: ”criamos um site específico para aluguel de temporada, chamado vilas.com. Mas logo percebemos que as reservas eram mais frequentes na plataforma do Booking.com, então resolvemos unir os hotéis e as acomodações não tradicionais na mesma plataforma”.

Em 2018, o aluguel por temporada representou 20% de toda a receita da Booking Holding e o número tende a aumentar nos próximos anos. Por segundo, sete clientes da Booking fazem check-in em alguma acomodação mediada pela plataforma. Olivier está há dois anos na empresa, mas antes disso, trabalhou por seis anos no Airbnb

Embora o aluguel por temporada esteja em alta, tem condomínio entrando na Justiça para proibir a locação de imóveis desta forma. Em Porto Alegre, por exemplo, o Tribunal de Justiça proibiu um casal de alugar o apartamento pelo Airbnb. Agora, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) está julgando um recurso que pede para anular essa decisão.

Neste mês, a plataforma Zukerman Leilões leiloou mais de 900 imóveis com até 60% de desconto. É possível encontrar diversos tipos de imóveis em 23 estados brasileiros.

O aluguel de imóveis residenciais em São Paulo ficou mais caro. A alta chega a 3,9% no acumulado de 2019. A informação foi dada com exclusividade pelo Valor Investe. Já o valor dos imóveis comerciais em todo o Brasil teve queda de 2,72% em 12 meses, de acordo com a FipeZap.

Pré-atendimento na locação. Como acelerar o fechamento de contratos com uma estrutura de atendimento eficaz? Esta questão será tema de webinar promovido pela CUPOLA no próximo dia 30 de outubro, às 10h. Para assistir, basta se inscrever gratuitamente. Quem comanda a conversa é o CEO da CUPOLA, Rodrigo Werneck, com participação do gerente de vendas da Exact Sales, João Rosa, o CEO da Terraz Aluguel Digital, Lucas Madalosso, e o COO da Terraz, André Lima. 

Tecnologia

A novela envolvendo a WeWork não acabou. Depois do CEO da SoftBank, Masayoshi Son, mostrar-se “envergonhado e impaciente”, agora resolveu tomar as rédeas do seu investimento. O plano de ações para salvar a startup de coworking é estimado em cerca de US$ 4 a US$ 5 bilhões, reduzindo o valor da companhia para US$ 8 bilhões. Também dá à investidora japonesa 70% do controle da startup. Além do apoio da SoftBank, a WeWork também estuda uma oferta de títulos de dívida estruturada pela JPMorgan.

Adam Neumann, ex-CEO, oficialmente deixará a presidência do conselho da WeWork. Para sair, negociou US$ 185 milhões e mais uma linha de crédito de US$ 500 milhões.

Quem também sairá, mas não com os bolsos cheios, são cerca de 2.000 colaboradores, que deverão ser afastados, segundo o The Guardian.

Já a Compass, plataforma imobiliária investida pela SoftBank, teme receber os respingos do desastre da WeWork e procura se afastar, evidenciando as diferenças entre os negócios. Kristen Ankerbrandt, CFO da empresa, enviou um memorando para os colaboradores explicando que eles não têm dívidas e, principalmente, que têm outros grandes investidores, fora a SoftBank. Além disso, o CEO Robert Reffkin já afirmou: não tem planos, nem necessidade, de um IPO nos próximos 18 meses.

Para ler mais sobre as diferenças entre WeWork e Compass, além do modelo de negócios, reportagem longa, em inglês, no The Real Deal.

Mundo

Quinta-feira desta semana é 31 de outubro, Dia das Bruxas. Nos Estados Unidos, a data é comemorada com afinco e até as imobiliárias aproveitaram o clima de terror. A plataforma Bungalo ofereceu, durante todo o mês de outubro, um serviço diferenciado de vistoria: um Relatório de Inspeção Paranormal. A ideia já é cômica, mas eles realmente investiram na campanha. Quem realiza a inspeção para garantir que não há fantasmas nas casas à venda é a dupla Becky Vickers e Jeremy Rettig, especialistas em atividade paranormal. 

O Facebook entrou na lista de gigantes de tecnologia que se comprometem a investir em moradia acessível. A rede social prometeu US$ 1 bilhão para cerca de 2 mil imóveis localizados na cidade de sua sede, Menlo Park, na Califórnia.

O Vale do Silício tem vários problemas de moradia acessível, mas não é o único nos Estados Unidos. E também não é o único no mundo – vemos muitos países procurando saídas para oferecer moradias com as quais seus cidadãos possam arcar. Para entender mais sobre a crise de moradia acessível e como os governos estão lidando para controlar os altos valores, produzimos uma reportagem exclusiva. Confira clicando aqui.

Estamos de olho

Sabe aqueles prédios que têm um espacinho no portão para passar a pizza? Isso já é passado. Com a ascensão dos aplicativos de delivery que entregam de tudo um pouco, não são todas as entregas que passam pela portinhola. Por isso, empreendimentos de alto padrão estão desenvolvendo espaços específicos de delivery. A Urbic, por exemplo, desenhou uma sala para receber delivery com atendimento remoto e lockers para armazenar as encomendas dos moradores. Estes lockers, inclusive, têm uma parceria com os Correios para que possam receber entregas que precisariam da assinatura dos destinatários. Já a Tegra tem um ambiente que conta com geladeira para armazenar as entregas de alimentos, cabides para as entregas de lavanderia e armários para os demais.

A CredPago lançou um novo serviço, o CredSign. É uma plataforma de assinatura digital com validade jurídica – e gratuita. Com este serviço, a CredPago tem acesso aos dados de todos os contratos assinados pelas imobiliárias que aderirem.

O The Collective consiste em uma rede de coliving, com prédios em Londres e Nova York. Agora, a plataforma tem planos de expandir para Irlanda, Alemanha e outras cidades no Reino Unido. Para isso, procura um investimento de 650 milhões de libras, cerca de 3 bilhões de reais. O conceito do The Collective é alugar, além de quartos e estúdios com uma decoração moderna, conforto e outros serviços. Oferece workshops, espaço de coworking, restaurantes, eventos culturais e inclusive limpeza e organização dos quartos.

A média de tempo que uma pessoa vive no The Collective é de um a dois anos. Vai de acordo com a média da Zillow, que aponta que 45,3% millennials moram em suas residências há menos de dois anos. A geração tem a tendência de não ficar no mesmo imóvel por muito tempo e a motivação é, geralmente, mudanças envolvendo trabalho. 

A plataforma de iRenting Blueground levantou 50 milhões de dólares em uma rodada de investimento. A Blueground aluga imóveis dos proprietários e realuga em contratos de curta locação. São imóveis de padrão mais alto, focando especialmente em empresários e pessoas que mudam de cidade por conta (adivinha?) dos empregos. 

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